Cientistas de diferentes partes do mundo estão testando uma terapia preventiva para diminuir o risco de contaminação pelo vírus HIV, causador da Aids, mesmo quando os pacientes têm relações sexuais sem o uso de preservativos, diz um artigo publicado pela revista New Scientist desta semana.
Segundo a revista, o tratamento preventivo, chamado profilaxia pré-exposição (ou PrEP, na sigla em inglês), prevê que os pacientes tomem apenas uma pílula.
O tratamento ainda não teve sua eficácia comprovada por testes clínicos e é receitado por poucos médicos para um número muito pequeno de pessoas.
A New Scientist afirma que 'é provável que o medicamento tenha um efeito modesto - talvez reduzindo o risco (de contaminação) para cerca de dois terços'. De acordo com o artigo, os remédios usados na terapia preventiva são o Tenofovir e o Truvada - que contém o mesmo princípio ativo da primeira droga, o tenofovir, e também um outro medicamento chamado emtricitabina. Esses medicamentos já são usados como tratamento para o HIV, em um tipo de terapia anti-retroviral. Conforme a New Scientist, isso faz com que já exista muita informação a respeito da segurança no uso desses remédios.
A revista diz que esses medicamentos podem estar prontos para o uso em prevenção bem antes do que qualquer vacina contra a Aids.
A terapia preventiva está passando por vários testes, e os primeiros resultados devem ser divulgados já em 2009, diz a New Scientist.
Segundo o artigo, pesquisas com animais sugerem que as duas drogas bloqueiam a infecção pelo HIV, sendo que o Truvada seria um pouco mais eficaz.
O grau de proteção oferecido pelos dois medicamentos depende de alguns fatores, como a dose administrada, mas em alguns casos, diz a revista, o Truvada bloqueou completamente a transmissão da doença.África - Remédios antivirais funcionam ao suprimir a replicação do vírus e, com isso, paralisar a progressão da contaminação pelo HIV. Conforme o artigo, a esperança é que, quando usados de maneira preventiva, os medicamentos consigam inibir tão bem a reprodução do vírus que o sistema imunológico possa eliminar o HIV e evitar que a infecção se instale.
A revista afirma que vários testes da terapia PrEP estão ocorrendo, envolvendo um total de 19 mil pessoas em risco - incluindo usuários de drogas injetáveis, homossexuais e mulheres sexualmente ativas em áreas de alta incidência de HIV - em várias partes do mundo.O primeiro resultado sobre o uso do Tenofovir deve ser divulgado em 2009, e as informações sobre o uso do Truvada como terapia preventiva, em 2010, diz a New Scientist.
Resultados de testes realizados em animais sugerem que os usuários desta terapia não precisarão nem mesmo tomar um comprimido por dia. Um comprimido duas vezes por semana ou nos períodos em que a pessoa mantiver relações sexuais sem proteção poderia funcionar.'Isto reduz o preço e a toxicidade dos medicamentos' , afirmou Mike Youle, diretor do centro de pesquisa em HIV do Royal Free Hospital de Londres, que foi uma das pessoas a fazer o lobby para a realização dos testes da PrEP. 'A maioria das pessoas não tem relações sexuais todos os dias.
'Críticas - A revista afirma, porém, que a terapia PrEP também atraiu críticas. A principal preocupação de especialistas é que a PrEP leve as pessoas a um falso senso de segurança, encorajando o sexo sem a proteção de preservativos e, paradoxalmente, espalhando ainda mais o vírus.
Marcus Connant, médico americano que luta pelos direitos dos homossexuais e que já receita as drogas para alguns de seus pacientes, admite que alguns deles provavelmente têm mais relações sexuais sem proteção como resultado da terapia.
'Tenho quase certeza de que alguns têm um comportamento de alto risco por terem acesso aos medicamentos. Mas isto não ocorre com todos os pacientes', afirmou.
Outro problema que poderia ocorrer é a resistência que o HIV pode desenvolver ao medicamento. Muitos temem que alguns usuários da PrEP não saibam que são portadores do HIV. Como a terapia envolve apenas um ou dois medicamentos, o vírus poderia desenvolver resistência a eles.A resistência é mais incomum para o Tenofovir e o Truvada do que para muitos dos outros medicamentos anti-retrovirais, mas ocorre. Uma solução seria insistir que as pessoas que se submetam à PrEP façam exames de HIV. ANTONIO ERNANDES MARQUES DA COSTACoordenador da ONG/GRUPAJUSCoord. Comite Metropolitano de Combate a TB/PA - FUNDO GLOBALRepresentante Norte na CAMS - MS/PN-DST/AIDSfone (91) 91916202/ (91) 3233.8759 Belem - Pará
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Para conhecimento
Pessoas de todos os matizes,
Uma má notícia: nossa ação civil pública que questiona a Resolução da Anvisa, q proíbe gays de doar sangue foi julgada improcedente.
O Ministério Público já recorreu para o TRF1 Região.
Abraços,Marinalva Santana
Processo: 2006.40.00.001761- 6 Classe: 65 - AÇÃO CIVIL PÚBLICA Vara: 2ª VARA FEDERAL Juíza: MARIA DA PENHA GOMES FONTENELE MENESES Data de Autuação: 17/04/2006 Distribuição: 2 - DISTRIBUICAO AUTOMATICA (17/04/2006) Nº de volumes: Objeto da Petição: 1030000 - ATOS ADMINISTRATIVOS - ADMINISTRATIVO Observação: LEGITIMIDADE DE DOACAO DE SANGUE AOS HOMOEXUAIS E BISSEXUAIS Localização: R12 - R12-PETICAO PENDENTE JUNTADA Movimentação Data Cod Descrição Complemento 12/11/2008 18:22:37 218 RECEBIDOS EM SECRETARIA MPF 03/11/2008 10:31:55 126 CARGA: RETIRADOS MPF INTERESSADO: PROCURADOR- CHEFE 03/11/2008 10:07:14 185 INTIMACAO / NOTIFICACAO / VISTA ORDENADA MPF 24/10/2008 10:26:36 155 DEVOLVIDOS C/ SENTENCA C/ EXAME DO MERITO PEDIDO IMPROCEDENTE 19/06/2008 10:38:45 137 CONCLUSOS PARA SENTENCA 21/02/2008 12:29:20 210 PETICAO / OFICIO / DOCUMENTO: RECEBIDA(O) EM SECRETARIA JUNTADO REQUERIMENTO DO MPF 15/02/2008 18:55:21 218 RECEBIDOS EM SECRETARIA DO M.P.F., 03 VOLS. 14/12/2007 13:18:10 126 CARGA: RETIRADOS MPF INTERESSADO: PROCURADOR CHEFE 13/12/2007 11:00:24 185 INTIMACAO / NOTIFICACAO / VISTA ORDENADA MPF 07/12/2007 11:24:18 158 DEVOLVIDOS: JULGAMENTO CONVERTIDO EM DILIGENCIA C/ DESPACHO 19/11/2007 08:35:05 137 CONCLUSOS PARA SENTENCA 25/10/2007 11:17:59 212 PRAZO: CERTIFICADO TRANSCURSO IN ALBIS EM 25/10/2007 05/10/2007 08:42:33 184 INTIMACAO / NOTIFICACAO POR OFICIAL MANDADO DEVOLVIDO / CUMPRIDO 26/09/2007 10:00:04 184 INTIMACAO / NOTIFICACAO POR OFICIAL MANDADO REMETIDO CENTRAL 19/09/2007 10:49:58 184 INTIMACAO / NOTIFICACAO POR OFICIAL MANDADO EXPEDIDO 19/09/2007 10:20:54 184 INTIMACAO / NOTIFICACAO POR OFICIAL AGUARDANDO EXPEDICAO MANDADO ESTADO DO PIAUÍ/ATO ORDINATÓRIO 18/09/2007 13:52:37 176 INTIMACAO / NOTIFICACAO PELA IMPRENSA: ORDENADA PUBLICACAO ATO ORDINATORIO 14/09/2007 08:56:15 183 INTIMACAO / NOTIFICACAO PELO CORREIO DEVOLVIDO AR / ENTREGA EFETIVADA 03/09/2007 10:19:06 210 PETICAO / OFICIO / DOCUMENTO: RECEBIDA(O) EM SECRETARIA (2ª) MANIFESTAÇÃO DA ANVISA JUNTADA. 24/08/2007 13:41:01 210 PETICAO / OFICIO / DOCUMENTO: RECEBIDA(O) EM SECRETARIA FAX (CÓPIA PETIÇÃO DA ANVISA) JUNTADO 31/07/2007 11:27:07 183 INTIMACAO / NOTIFICACAO PELO CORREIO CARTA EXPEDIDA 17/07/2007 17:08:14 128 CARTA PRECATORIA ORDENADA EXPEDICAO / AGUARDANDO ATO ANVISA 13/07/2007 13:46:08 210 PETICAO / OFICIO / DOCUMENTO: RECEBIDA(O) EM SECRETARIA MANIFESTAÇÃO DA A.G.U. JUNTADA 12/07/2007 16:49:13 218 RECEBIDOS EM SECRETARIA AGU 06/07/2007 08:57:32 126 CARGA: RETIRADOS AGU RETIRADO A.G.U. - INTERESSADO: DR. MARCOS LUIZ DA SILVA 15/06/2007 08:48:57 185 INTIMACAO / NOTIFICACAO / VISTA ORDENADA AGU 04/06/2007 13:17:08 210 PETICAO / OFICIO / DOCUMENTO: RECEBIDA(O) EM SECRETARIA MANIFESTAÇÃO DO MPF JUNTADA 21/05/2007 07:48:49 218 RECEBIDOS EM SECRETARIA OS TRÊS VOLS. DO M.P.F. 11/05/2007 10:44:38 126 CARGA: RETIRADOS MPF INTERESSADO: DR. 10/05/2007 13:32:11 185 INTIMACAO / NOTIFICACAO / VISTA ORDENADA MPF 04/05/2007 11:06:44 210 PETICAO / OFICIO / DOCUMENTO: RECEBIDA(O) EM SECRETARIA MANIFESTAÇÃO DO REQDO. JUNTADA 29/01/2007 08:38:14 225 REPLICA APRESENTADA JUNTADA 08/01/2007 17:11:00 218 RECEBIDOS EM SECRETARIA MPF 15/12/2006 08:52:56 126 CARGA: RETIRADOS MPF 03 VOLUMES - INTERESSADO: DR. 11/12/2006 11:55:07 210 PETICAO / OFICIO / DOCUMENTO: RECEBIDA(O) EM SECRETARIA OFÍCIO Nº 2032/2006- TRF-1ª REGIÃO JUNTADO 05/12/2006 11:24:41 222 REMESSA ORDENADA: MPF
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
Primeiro transplante mundial entre soropositivos
Há anos venho questionando minha médica sobre essa possibilidade e sempre a mesma resposta: Não é possível. Já posso me considerar um provável doador pois, acredito que várias partes ainda estão funcionando perfeitamente bem apesar da revisão dos 67 mil quilômetros já ter chegado.
Abrejos transplantados
Sergio
Primeiro transplante mundial entre soropositivos
O hospital Groote Schuur da Cidade do Cabo, na África do Sul, realizou o primeiro transplante mundial entre soropositivos. A operação foi realizada no final de Setembro, mas só agora, quando se confirmou o seu sucesso, foi tornada pública, refere o The Guardian. Os rins de um homem soropositivo foram transplantados para outros dois homens soropositivos. «Os rins estão a funcionar bem e não há sinais de rejeição», revelou Elmi Muller, cirurgião responsável pela operação. A África do Sul é o único país do mundo que permite o transplante de órgãos entre soropositivos. A decisão, tomada em 2007, esteve relacionada com um facto de um em cada cinco adultos serem soropositivos naquele país, o que significava que cerca de um terço dos órgãos fosse recusado para transplante. «Uma grande oportunidade para salvar vidas» Rafael Matesanz, coordenador da Organização de Transplantes espanhola, explicou ao El Mundo que esta operação não é permitida «em nenhum outro lugar por causa da própria natureza do vírus, uma vez que o HIV não é homogêneo». «A estirpe do doador pode ser diferente da do receptor e, ao transplantar um órgão infectado, pode haver uma nova infecção», afirmou. Além disso, os órgãos de um soropositivo podem estar tão danificados pelo vírus que durarão pouco tempo no paciente. O cirurgião sul-africano, no entanto, contrapõe que «estas operações são uma grande oportunidade para salvar vidas e oferecem uma esperança a um grande número de cidadãos que não tinha nenhuma oportunidade de receber um transplante».Quem tem vida interior, jamais padece de solidão!
http://www.soropositivo.org/releases.asp?cod=2591
Ola Sérgio, Esta discussão de transplantes não e nova em âmbito de PN e de RNP+ Brasil..em 2004 ou 2005 tivemos reuniões em Brasília para discussão do tema vários colegas por lá se fizeram presentes inclusive eu, talvez seja necessário resgatar os encaminhamentos...as apresentações em PPT ainda tenho. José Marcos de Oliveira
Ola,Reforçando a mensagem acima a discussão foi TRANSPLANTE e AIDS, ocorreu no 25/08/2005 na reunião da CAMS com a participação do Colegiado da RNP+ Brasil...conforme e.mail que resgatei...quem articulou foi a Ana Paula do PN/SCDHJosé Marcos
Abrejos transplantados
Sergio
Primeiro transplante mundial entre soropositivos
O hospital Groote Schuur da Cidade do Cabo, na África do Sul, realizou o primeiro transplante mundial entre soropositivos. A operação foi realizada no final de Setembro, mas só agora, quando se confirmou o seu sucesso, foi tornada pública, refere o The Guardian. Os rins de um homem soropositivo foram transplantados para outros dois homens soropositivos. «Os rins estão a funcionar bem e não há sinais de rejeição», revelou Elmi Muller, cirurgião responsável pela operação. A África do Sul é o único país do mundo que permite o transplante de órgãos entre soropositivos. A decisão, tomada em 2007, esteve relacionada com um facto de um em cada cinco adultos serem soropositivos naquele país, o que significava que cerca de um terço dos órgãos fosse recusado para transplante. «Uma grande oportunidade para salvar vidas» Rafael Matesanz, coordenador da Organização de Transplantes espanhola, explicou ao El Mundo que esta operação não é permitida «em nenhum outro lugar por causa da própria natureza do vírus, uma vez que o HIV não é homogêneo». «A estirpe do doador pode ser diferente da do receptor e, ao transplantar um órgão infectado, pode haver uma nova infecção», afirmou. Além disso, os órgãos de um soropositivo podem estar tão danificados pelo vírus que durarão pouco tempo no paciente. O cirurgião sul-africano, no entanto, contrapõe que «estas operações são uma grande oportunidade para salvar vidas e oferecem uma esperança a um grande número de cidadãos que não tinha nenhuma oportunidade de receber um transplante».Quem tem vida interior, jamais padece de solidão!
http://www.soropositivo.org/releases.asp?cod=2591
Ola Sérgio, Esta discussão de transplantes não e nova em âmbito de PN e de RNP+ Brasil..em 2004 ou 2005 tivemos reuniões em Brasília para discussão do tema vários colegas por lá se fizeram presentes inclusive eu, talvez seja necessário resgatar os encaminhamentos...as apresentações em PPT ainda tenho. José Marcos de Oliveira
Ola,Reforçando a mensagem acima a discussão foi TRANSPLANTE e AIDS, ocorreu no 25/08/2005 na reunião da CAMS com a participação do Colegiado da RNP+ Brasil...conforme e.mail que resgatei...quem articulou foi a Ana Paula do PN/SCDHJosé Marcos
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
TERCEIRA IDADE AMEAÇADA POR DST's
Poliana Albuquerque
Jornal Diário do Aço - 24-10-08
IPATINGA - Diante do crescimento de casos de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs) entre os cidadãos da terceira idade, o Centro de Qualidade de Vida Luiz Carlos Miranda (CQV) promoveu, na quarta-feira, 22, uma palestra sobre o tema. Para a educadora física Maria das Dores, “qualquer idade é boa para que as pessoas conheçam e tomem cuidados sobre as doenças sexualmente transmissíveis”.Valéria Alvarenga Anício, a enfermeira que ministrou a palestra, falou sobre cada doença, bem como descreveu os sintomas, como prevenir e tratá-las. Questionada sobre o exame preventivo, para quem não tem mais vida sexual, Valéria explicou que “o exame deve ser realizado sempre, uma vez que a doença pode ter sido contraída no passado, quando a pessoa ainda tinha uma vida sexual ativa. Há doenças que podem demorar vários anos para se manifestar”, ressaltou.O CQV é uma ONG fundada em junho do ano passado com o objetivo de proporcionar uma melhor qualidade de vida para a comunidade. A organização já está inserida no Conselho Estadual do Idoso de Minas Gerais e, atualmente, está com um projeto de Ginástica Localizada e Dança Sênior em andamento. Para outras informações, basta comparecer ao escritório do CQV, que funciona na sala 19, na sede do Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Ipatinga, avenida Fernando de Noronha, 90, bairro Areal, ou pelo telefone 3829-6635.
Ou comparecer à sede do GASP – Av. Selim José de Sales, 1264 Bethânia Ipatinga
Blog = http://ppgasp.blogspot.com
Jornal Diário do Aço - 24-10-08
IPATINGA - Diante do crescimento de casos de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs) entre os cidadãos da terceira idade, o Centro de Qualidade de Vida Luiz Carlos Miranda (CQV) promoveu, na quarta-feira, 22, uma palestra sobre o tema. Para a educadora física Maria das Dores, “qualquer idade é boa para que as pessoas conheçam e tomem cuidados sobre as doenças sexualmente transmissíveis”.Valéria Alvarenga Anício, a enfermeira que ministrou a palestra, falou sobre cada doença, bem como descreveu os sintomas, como prevenir e tratá-las. Questionada sobre o exame preventivo, para quem não tem mais vida sexual, Valéria explicou que “o exame deve ser realizado sempre, uma vez que a doença pode ter sido contraída no passado, quando a pessoa ainda tinha uma vida sexual ativa. Há doenças que podem demorar vários anos para se manifestar”, ressaltou.O CQV é uma ONG fundada em junho do ano passado com o objetivo de proporcionar uma melhor qualidade de vida para a comunidade. A organização já está inserida no Conselho Estadual do Idoso de Minas Gerais e, atualmente, está com um projeto de Ginástica Localizada e Dança Sênior em andamento. Para outras informações, basta comparecer ao escritório do CQV, que funciona na sala 19, na sede do Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Ipatinga, avenida Fernando de Noronha, 90, bairro Areal, ou pelo telefone 3829-6635.
Ou comparecer à sede do GASP – Av. Selim José de Sales, 1264 Bethânia Ipatinga
Blog = http://ppgasp.blogspot.com
terça-feira, 14 de outubro de 2008
Programa Nacional de DST/Aids lança Nota Técnica sobre vacina de febre amarela para soropositivos
No início da noite de segunda-feira (14) o Programa Nacional de DST/Aids (PN) lançou uma nota técnica sobre a vacina de febre amarela em soropositivos. Uma das principais recomendações do documento é que o paciente deve tomar a dose contra a doença se tiver com contagem CD4 acima de 200 células por mm³ e assintomático para a Aids.
O texto do PN afirma que a vacina “não seja administrada em pacientes com HIV que estejam sintomáticos, independente da contagem de Linfócitos CD4+”. Mesmo assim, a administração deve ser avaliada antes por um médico sobre o risco-benefício para o portador do HIV. Confira esta e outras recomendações no documento, a seguir.
Nota Técnica nº 05/08
Assunto: Orientações sobre o uso da vacina contra Febre Amarela em pessoas que vivem com HIV e doentes de Aids
1 – Indivíduos com deficiência imunológica associada ao HIV têm risco mais elevado de desenvolver complicações após administração da vacina contra Febre Amarela (complicações pós-vacinais), assim como podem apresentar resposta imunológica protetora menos consistente do que a população geral.
2 - A vacina contra Febre Amarela é constituída de vírus atenuado. Sua administração em pessoas infectadas pelo HIV deve ser condicionada à avaliação médica do risco-benefício para o paciente.
3 - Conforme o comunicado emitido em 11 de janeiro de 2008 pelo Ministério da Saúde – “Mortes de macacos e a prevenção de febre amarela no Brasil, 2007 e 2008” a vacinação para a Febre Amarela está sendo intensificada nos estados de Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal e indicada para as pessoas que se deslocaram para todos os estados e municípios do Maranhão e Minas Gerais, para os municípios localizados aos sul do Piauí, oeste e sul da Bahia, norte do Espírito Santo, noroeste de São Paulo e oeste dos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
4 – O comunicado supracitado contra-indica a administração da vacina para pessoas com imunodeficiência grave associada ao HIV. Complementarmente, “Recomendações para o Tratamento Anti-retroviral em Adultos 2008”, indicam que a vacina contra a febre amarela pode ser recomendada para pessoas que vivem com o HIV, sempre levando-se em consideração a condição imunológica do paciente e o risco de transmissão definido pela sua situação epidemiológica local, podendo ser indicada para pacientes assintomáticos que tenham contagem de Linfócitos T CD4+ células/mm³ maior ou igual a 200 células/mm³.
5 – Recomenda-se que a vacina contra Febre Amarela não seja administrada em pacientes com HIV que estejam sintomáticos, independente da contagem de Linfócitos CD4+ , e em pacientes assintomáticos que apresentam contagem de Linfócitos CD4+ inferior a 200 células/mm³ (imunodeficiência grave). Nesses casos, deve-se adiar a administração da vacina até que um grau satisfatório de reconstituição imune seja obtido com o uso de terapia anti-retroviral, proporcionando melhora na resposta vacinal e redução no risco de complicações pós-vacinais.
6 – Ressalta-se que a administração de vacinas em pessoas que vivem com HIV, incluindo a vacina contra Febre Amarela, acarreta falsa e transitória elevação de carga viral sangüínea e falsa transitória queda na contagem de Linfócitos T-CD4+. Recomendamos, portanto, que os pacientes evitem coletar exames de carga viral do HIV e contagem de Linfócitos T-CD4+ nas quatros semanas subseqüentes à administração de qualquer vacina.
Brasília, 14 de janeiro de 2008
Orival Silva Silveira
Fonte: Programa Nacional de DST/Aids
http://www.saude.ribeiraopreto.sp.gov.br/ssaude/noticias/i16principal.asp?pagina=/ssaude/noticias/2008/0801/I16080116prog.htm
O texto do PN afirma que a vacina “não seja administrada em pacientes com HIV que estejam sintomáticos, independente da contagem de Linfócitos CD4+”. Mesmo assim, a administração deve ser avaliada antes por um médico sobre o risco-benefício para o portador do HIV. Confira esta e outras recomendações no documento, a seguir.
Nota Técnica nº 05/08
Assunto: Orientações sobre o uso da vacina contra Febre Amarela em pessoas que vivem com HIV e doentes de Aids
1 – Indivíduos com deficiência imunológica associada ao HIV têm risco mais elevado de desenvolver complicações após administração da vacina contra Febre Amarela (complicações pós-vacinais), assim como podem apresentar resposta imunológica protetora menos consistente do que a população geral.
2 - A vacina contra Febre Amarela é constituída de vírus atenuado. Sua administração em pessoas infectadas pelo HIV deve ser condicionada à avaliação médica do risco-benefício para o paciente.
3 - Conforme o comunicado emitido em 11 de janeiro de 2008 pelo Ministério da Saúde – “Mortes de macacos e a prevenção de febre amarela no Brasil, 2007 e 2008” a vacinação para a Febre Amarela está sendo intensificada nos estados de Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal e indicada para as pessoas que se deslocaram para todos os estados e municípios do Maranhão e Minas Gerais, para os municípios localizados aos sul do Piauí, oeste e sul da Bahia, norte do Espírito Santo, noroeste de São Paulo e oeste dos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
4 – O comunicado supracitado contra-indica a administração da vacina para pessoas com imunodeficiência grave associada ao HIV. Complementarmente, “Recomendações para o Tratamento Anti-retroviral em Adultos 2008”, indicam que a vacina contra a febre amarela pode ser recomendada para pessoas que vivem com o HIV, sempre levando-se em consideração a condição imunológica do paciente e o risco de transmissão definido pela sua situação epidemiológica local, podendo ser indicada para pacientes assintomáticos que tenham contagem de Linfócitos T CD4+ células/mm³ maior ou igual a 200 células/mm³.
5 – Recomenda-se que a vacina contra Febre Amarela não seja administrada em pacientes com HIV que estejam sintomáticos, independente da contagem de Linfócitos CD4+ , e em pacientes assintomáticos que apresentam contagem de Linfócitos CD4+ inferior a 200 células/mm³ (imunodeficiência grave). Nesses casos, deve-se adiar a administração da vacina até que um grau satisfatório de reconstituição imune seja obtido com o uso de terapia anti-retroviral, proporcionando melhora na resposta vacinal e redução no risco de complicações pós-vacinais.
6 – Ressalta-se que a administração de vacinas em pessoas que vivem com HIV, incluindo a vacina contra Febre Amarela, acarreta falsa e transitória elevação de carga viral sangüínea e falsa transitória queda na contagem de Linfócitos T-CD4+. Recomendamos, portanto, que os pacientes evitem coletar exames de carga viral do HIV e contagem de Linfócitos T-CD4+ nas quatros semanas subseqüentes à administração de qualquer vacina.
Brasília, 14 de janeiro de 2008
Orival Silva Silveira
Fonte: Programa Nacional de DST/Aids
http://www.saude.ribeiraopreto.sp.gov.br/ssaude/noticias/i16principal.asp?pagina=/ssaude/noticias/2008/0801/I16080116prog.htm
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
CEN AIDS completa dez anos
06.10.2008
O Conselho Empresarial Nacional para Prevenção ao HIV e Aids (CEN AIDS) completa, em 2008, dez anos. A organização, que reúne empresas reconhecidas internacionalmente por iniciativas de promoção da saúde e prevenção da infecção nos locais de trabalho, marcou a entrada do setor empresarial na resposta brasileira à epidemia de aids. Atualmente, 16 empresas e instituições formam o conselho. Um dos grandes desafios hoje é agregar um número maior de associadas com interesse em implantar programas de prevenção para seus funcionários.
A Organização Internacional do Trabalho (OIT) estima que 36,5 milhões de pessoas com HIV e aids desenvolvam alguma atividade produtiva. A perda acumulativa de força de trabalho irá alcançar, segundo a organização, 48 milhões de homens e mulheres em 2010 e outros 74 milhões em 2015. Por isso a importância de se pensar a prevenção também no ambiente laboral.
“A parceria exitosa do Programa Nacional de DST e Aids com corporações de diversos setores tornou-se um dos pilares de nossa resposta à epidemia”, afirma a diretora do programa, Mariângela Simão. Os dez anos do CEN AIDS – destaca ela – são exemplo de sucesso do engajamento de organizações empresariais no estímulo e fortalecimento da responsabilidade social das empresas na área de prevenção às DST e aids.
Na opinião do presidente do conselho, Murilo Alves Moreira, o sucesso da atuação do CEN AIDS pode ser mensurado pelo interesse de outros países no trabalho realizado nos últimos anos. "Executivos da África e da América do Sul, além da Rússia, Espanha, Índia e até Estados Unidos já se interessaram nos programas que são desenvolvidos aqui e na nossa capacidade de mobilização junto à sociedade como um todo", conta Moreira.
Com o intuito de trocar experiências com outras nações da América Latina e do Caribe que o conselho realizará, nos dias 6 e 7 de outubro, uma oficina com a participação de representantes do México, Jamaica, Belize, Guiana, Guatemala, Brasil, entre outros.
Na noite do dia 7, haverá a entrega do Prêmio Nacional CEN AIDS no Mundo do Trabalho, um incentivo às empresas que investem em ações preventivas. São quatro categorias: micro (até 19 trabalhadores), pequenas (de 20 até 99), médias (de 100 até 499) e grandes (acima de 500 trabalhadores). Confira os ganhadores no site www.aids.gov.br.
Mais informações à imprensaCEN AIDS
tel.: (11) 3966 0413
Ministério da Saúde Programa Nacional de DST e AidsAssessoria de ImprensaTel: (61) 3448-8088/ 8100/ 8106/ 8090E-mail: imprensa@aids.gov.brSite: www.aids.gov.br
Assessoria de Imprensa
Programa Nacional de DST e Aids
Ministério da Saúde
Tel: (61) 3448-8088/ 8100/ 8106/ 8090
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O Conselho Empresarial Nacional para Prevenção ao HIV e Aids (CEN AIDS) completa, em 2008, dez anos. A organização, que reúne empresas reconhecidas internacionalmente por iniciativas de promoção da saúde e prevenção da infecção nos locais de trabalho, marcou a entrada do setor empresarial na resposta brasileira à epidemia de aids. Atualmente, 16 empresas e instituições formam o conselho. Um dos grandes desafios hoje é agregar um número maior de associadas com interesse em implantar programas de prevenção para seus funcionários.
A Organização Internacional do Trabalho (OIT) estima que 36,5 milhões de pessoas com HIV e aids desenvolvam alguma atividade produtiva. A perda acumulativa de força de trabalho irá alcançar, segundo a organização, 48 milhões de homens e mulheres em 2010 e outros 74 milhões em 2015. Por isso a importância de se pensar a prevenção também no ambiente laboral.
“A parceria exitosa do Programa Nacional de DST e Aids com corporações de diversos setores tornou-se um dos pilares de nossa resposta à epidemia”, afirma a diretora do programa, Mariângela Simão. Os dez anos do CEN AIDS – destaca ela – são exemplo de sucesso do engajamento de organizações empresariais no estímulo e fortalecimento da responsabilidade social das empresas na área de prevenção às DST e aids.
Na opinião do presidente do conselho, Murilo Alves Moreira, o sucesso da atuação do CEN AIDS pode ser mensurado pelo interesse de outros países no trabalho realizado nos últimos anos. "Executivos da África e da América do Sul, além da Rússia, Espanha, Índia e até Estados Unidos já se interessaram nos programas que são desenvolvidos aqui e na nossa capacidade de mobilização junto à sociedade como um todo", conta Moreira.
Com o intuito de trocar experiências com outras nações da América Latina e do Caribe que o conselho realizará, nos dias 6 e 7 de outubro, uma oficina com a participação de representantes do México, Jamaica, Belize, Guiana, Guatemala, Brasil, entre outros.
Na noite do dia 7, haverá a entrega do Prêmio Nacional CEN AIDS no Mundo do Trabalho, um incentivo às empresas que investem em ações preventivas. São quatro categorias: micro (até 19 trabalhadores), pequenas (de 20 até 99), médias (de 100 até 499) e grandes (acima de 500 trabalhadores). Confira os ganhadores no site www.aids.gov.br.
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segunda-feira, 29 de setembro de 2008
Projetos e referência nacional
24/09/2008: GASP comemora 11 anos de êxito na luta contra a Aids na regiãoProjetos e referência nacional.
As campanhas educativas promovidas pelo GASP são reconhecidas pela qualidade
IPATINGA - O Gasp – Grupo de Apoio aos Soropositivos, única instituição de apoio a portadores do vírus HIV do Vale do Aço, mostra força e vitalidade ao comemorar 11 anos de existência, completados no último dia 17.
O grupo é formado por voluntários que desenvolvem ações de assistência, visando o combate ao preconceito, à inclusão social e busca por melhor qualidade de vida aos portadores do HIV e seus familiares, dedicando-se também à assistência a pessoas soropositivas e atuando nas questões relativas à prevenção.
Segundo Moisés Correa, diretor da ONG, no decorrer dos seus 11 anos o Gasp já atendeu diretamente 133 pessoas com HIV e mais de 5.000 indiretamente, por meio de seminários e palestras de conscientização sobre Aids e outras doenças sexualmente transmissíveis.
Desde 2001, o Gasp teve 10 projetos realizados, financiados pelos governos do Estado e da União, destinados ao público ou não com HIV/Aids ou direcionados especialmente para crianças e adolescentes, e ainda contou com projetos específicos para garotas de programa, travestis e homossexuais.O foco da ONG está na prevenção da doença através de campanhas educativas.
O Gasp mantém contato com algumas empresas para realizar seminários e palestras para seus empregados. A ONG ainda faz um trabalho de campo com pessoas diversas, distribuindo material de prevenção, como preservativos e impressos informativos para pessoas de baixa renda.
Entre os benefícios oferecidos pela instituição estão academia, aulas de informática, distribuição de cesta básica e cursos que atendem cerca de 120 famílias residentes em Ipatinga e cidades vizinhas.
As principais conquistas são a aquisição de patrimônio e infra-estrutura da instituição, diminuição do estigma da doença no Vale do Aço, aumento no atendimento aos portadores e familiares, com assistência jurídica e psicológica para portadores de HIV. Hoje, o Gasp é referência nacional em atendimento a soropositivos e em campanhas educativas; sua diretoria tem assento na mesa do fórum ONG Aids de Minas Gerais e na comissão nacional de HIV/Aids, nos conselhos da Assistência Social e da Criança e do Adolescente, além do Consea. A ONG ainda faz parceria com o Programa Municipal de DST/Aids, trazendo benefícios para a cidade.Para o futuro, o Gasp tem o objetivo de atender mais pessoas, formar convênios com mais empresas e conquistar sua sede própria.
Fonte:
http://www.diariodoaco.com.br/noticia.php?cdnoticia=13746
terça-feira, 16 de setembro de 2008
Pesquisa revela prevalência de DST em seis capitais do Brasil
O primeiro estudo de grande porte sobre doenças sexualmente transmissíveis no Brasil revela que a chance de desenvolver uma dessas infecções é maior em pessoas com menos de 20 anos. Outros fatores contribuem para aumentar a vulnerabilidade às DST, como sexo desprotegido, múltiplas parcerias sexuais, coito anal e uso de drogas injetáveis.
Realizada pelo Programa Nacional de DST e Aids do Ministério da Saúde, a pesquisa estima a ocorrência de DST na população geral e em grupos mais vulneráveis de seis capitais das cinco regiões do país – Manaus (AM), Fortaleza (CE), Goiânia (GO), Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP) e Porto Alegre (RS). As cidades foram escolhidas por apresentar características socioeconômicas e demográficas diferentes, representando a diversidade brasileira.
Entre 2004 e 2007, foram feitos testes de sífilis, gonorréia, clamídia, HIV, hepatite B e HPV em mais de 9 mil pessoas, divididas em três grupos distintos: gestantes (3.303); homens trabalhadores de pequenas indústrias (2.814); mulheres e homens que procuraram serviços de saúde especializados em DST (3.210). Os dois primeiros compõem a amostra representativa da população geral dessas capitais – mulheres e homens sexualmente ativos, entre 18 e 60 anos. O último conjunto concentra pessoas com características epidemiológicas de maior vulnerabilidade.
De acordo com a diretora do Programa Nacional de DST e Aids, Mariângela Simão, embora o estudo não seja representativo do país inteiro, os resultados permitem inferir sobre características da população sexualmente ativa das seis cidades. “Além disso, [a pesquisa] facilita a identificação dos fatores que incrementam a vulnerabilidade para adquirir uma DST e dos comportamentos de risco que se traduzem nas elevadas taxas de infecções verificadas nas populações pesquisadas”.
Veja a seguir os principais resultados:
GESTANTES
Mais de 40% das grávidas têm alguma DST
O estudo revelou que 42% das grávidas tinham, pelo menos, uma das DST analisadas – 11% tinham uma infecção bacteriana e 37%, viral. Essas últimas, como o HPV e a hepatite B, não têm cura; podem, apenas, ser controladas, em alguns casos, com medicamentos caros e escassos. Entre essas mulheres, 16,7% tiveram mais de um parceiro sexual no ano anterior e 49,2% disseram que nunca usam preservativo com parceiro fixo. O grupo apresentou, ainda, prevalência de 40,4% para HPV. De acordo com o coordenador da unidade de DST do Programa Nacional de DST e Aids do Ministério da Saúde, Valdir Pinto, esse dado não é o mais preocupante. Isso porque o HPV não traz risco para o bebê se a mulher não tiver verrugas ou lesões genitais.
Também chamaram atenção as prevalências de clamídia (9,4%) e gonorréia (1,5%). Dez por cento das gestantes estudadas apresentaram infecção simultânea das doenças. Quando não tratadas, elas podem levar a complicações como parto prematuro, ruptura prematura de membranas, infecção puerperal, cegueira e pneumonia neonatal. A prevalência de sífilis (2,6%) também é um dado importante, pois a doença pode provocar aborto, morte do feto, malformações ósseas, surdez, cegueira e problemas neurológicos, entre outros.
Essas três doenças são curáveis e o diagnóstico e tratamento devem estar disponíveis na rede pública de saúde. Os medicamentos usados no tratamento, que devem ser prescritos por um médico, também são vendidos na Farmácia Popular, a preços que vão de R$ 0,39 a R$ 5 (exceto a penicilina benzatina, usada no tratamento da sífilis, e que deve ser aplicada por um profissional de saúde).
Outros dados:
57,8% já tiveram corrimento vaginal anormal;
4,7% mencionaram corrimento uretral no(s) parceiro(s);
25,2% queixaram-se de dor pélvica;
15,2% já tiveram verrugas, feridas ou vesículas genitais;
7,9% mencionaram verrugas, feridas ou vesículas genitais no(s) parceiro(s).
TRABALHADORES DA INDÚSTRIA
Grupo apresenta menor índice de ocorrência de DST
Esse grupo apresentou o menor índice de ocorrência de DST (5,2%) entre os pesquisados. Clamídia foi a doença com maior prevalência (3,4%), seguida da sífilis (1,9%) e gonorréia e hepatite B, ambas com mesmo percentual (0,9%). Como o exame de HPV exige coleta de material em ambulatório, não houve investigação dessa doença no grupo, pois eles foram abordados no ambiente de trabalho.
A grande maioria desses homens (95%) disse fazer sexo apenas com mulheres e 1,5%, com homens. Do total, 27,8% tiveram entre duas e quatro parceiras no último ano; e 7,2%, entre cinco e dez parceiras. O coito anal é praticado por 29% deles com suas parceiras.
HOMENS E MULHERES EM ATENDIMENTO
HPV, gonorréia e clamídia são as infecções mais prevalentes nesse grupo
Entre as pessoas que procuraram atendimento em serviços de saúde especializados em DST, 51% tinham alguma infecção. O HPV foi a doença de maior prevalência (32,6%), seguida de gonorréia (18,5%) e clamídia (13,1%).
A prevalência de HPV afeta principalmente adolescentes e jovens adultos, sugerindo que a infecção se dá no início da vida sexual. Em 70% dos casos, a infecção ocorreu na faixa etária inferior a 15 anos. Estudos anteriores, realizados em várias cidades brasileiras, desde os anos 90 até 2005, apontam uma grande variação entre os resultados, com prevalências que vão de 11,5% (Nova Iguaçu/Duque de Caxias, 2004) a 84% (São Paulo, 1994). Tais variações podem refletir diferenças amostrais e metodológicas nas pesquisas.
Se não for diagnosticado e tratado precocemente, o HPV pode causar alterações celulares no colo de útero que podem evoluir para o câncer. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), essa é a terceira neoplasia maligna mais comum em mulheres. Como causa de morte, por câncer no sexo feminino, figura em quarto lugar; no Norte e Nordeste, está em primeiro.
Para o médico ginecologista Valdir Pinto, esses números ressaltam a importância de as mulheres fazerem o exame de papanicolau todos os anos. “O risco de uma mulher que tem acompanhamento médico desenvolver câncer de colo de útero é mínimo”, afirma. As lesões – conforme ele explica – demoram anos para evoluir para o câncer. “Com isso, é possível tratá-las no início e evitar que se transformem numa doença mais grave”.
Nesse grupo, 32,3% das pessoas apresentaram clamídia e gonorréia ao mesmo tempo. Nas mulheres, estes são os principais microorganismos associados à doença inflamatória pélvica (DIP), que causa seqüelas responsáveis por complicações como gravidez fora do útero e infertilidade. O Center for Diseases Control, dos Estados Unidos, estima que aproximadamente 40% das mulheres com essas infecções não tratadas apresentarão DIP.
Outros dados:
Comportamento sexual dos homens:
15% fazem sexo com outros homens;
45% tiveram entre duas e cinco parceiras ou parceiros no ano anterior;
35% afirmaram sempre usar preservativo com parceiros e parceiras eventuais;
49,1% praticam coito anal.
Comportamento sexual das mulheres:
58,8% das mulheres tiveram apenas um parceiro;
28,5% tiveram entre dois e cinco parceiros no ano anterior;
47,3% disseram usar sempre camisinha com parceiros eventuais;
31,8% praticam coito anal.
16.09.2008
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Telefones: (61) 3448-8100/8106/8088/8090E-mail: imprensa@aids.gov.br
Realizada pelo Programa Nacional de DST e Aids do Ministério da Saúde, a pesquisa estima a ocorrência de DST na população geral e em grupos mais vulneráveis de seis capitais das cinco regiões do país – Manaus (AM), Fortaleza (CE), Goiânia (GO), Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP) e Porto Alegre (RS). As cidades foram escolhidas por apresentar características socioeconômicas e demográficas diferentes, representando a diversidade brasileira.
Entre 2004 e 2007, foram feitos testes de sífilis, gonorréia, clamídia, HIV, hepatite B e HPV em mais de 9 mil pessoas, divididas em três grupos distintos: gestantes (3.303); homens trabalhadores de pequenas indústrias (2.814); mulheres e homens que procuraram serviços de saúde especializados em DST (3.210). Os dois primeiros compõem a amostra representativa da população geral dessas capitais – mulheres e homens sexualmente ativos, entre 18 e 60 anos. O último conjunto concentra pessoas com características epidemiológicas de maior vulnerabilidade.
De acordo com a diretora do Programa Nacional de DST e Aids, Mariângela Simão, embora o estudo não seja representativo do país inteiro, os resultados permitem inferir sobre características da população sexualmente ativa das seis cidades. “Além disso, [a pesquisa] facilita a identificação dos fatores que incrementam a vulnerabilidade para adquirir uma DST e dos comportamentos de risco que se traduzem nas elevadas taxas de infecções verificadas nas populações pesquisadas”.
Veja a seguir os principais resultados:
GESTANTES
Mais de 40% das grávidas têm alguma DST
O estudo revelou que 42% das grávidas tinham, pelo menos, uma das DST analisadas – 11% tinham uma infecção bacteriana e 37%, viral. Essas últimas, como o HPV e a hepatite B, não têm cura; podem, apenas, ser controladas, em alguns casos, com medicamentos caros e escassos. Entre essas mulheres, 16,7% tiveram mais de um parceiro sexual no ano anterior e 49,2% disseram que nunca usam preservativo com parceiro fixo. O grupo apresentou, ainda, prevalência de 40,4% para HPV. De acordo com o coordenador da unidade de DST do Programa Nacional de DST e Aids do Ministério da Saúde, Valdir Pinto, esse dado não é o mais preocupante. Isso porque o HPV não traz risco para o bebê se a mulher não tiver verrugas ou lesões genitais.
Também chamaram atenção as prevalências de clamídia (9,4%) e gonorréia (1,5%). Dez por cento das gestantes estudadas apresentaram infecção simultânea das doenças. Quando não tratadas, elas podem levar a complicações como parto prematuro, ruptura prematura de membranas, infecção puerperal, cegueira e pneumonia neonatal. A prevalência de sífilis (2,6%) também é um dado importante, pois a doença pode provocar aborto, morte do feto, malformações ósseas, surdez, cegueira e problemas neurológicos, entre outros.
Essas três doenças são curáveis e o diagnóstico e tratamento devem estar disponíveis na rede pública de saúde. Os medicamentos usados no tratamento, que devem ser prescritos por um médico, também são vendidos na Farmácia Popular, a preços que vão de R$ 0,39 a R$ 5 (exceto a penicilina benzatina, usada no tratamento da sífilis, e que deve ser aplicada por um profissional de saúde).
Outros dados:
57,8% já tiveram corrimento vaginal anormal;
4,7% mencionaram corrimento uretral no(s) parceiro(s);
25,2% queixaram-se de dor pélvica;
15,2% já tiveram verrugas, feridas ou vesículas genitais;
7,9% mencionaram verrugas, feridas ou vesículas genitais no(s) parceiro(s).
TRABALHADORES DA INDÚSTRIA
Grupo apresenta menor índice de ocorrência de DST
Esse grupo apresentou o menor índice de ocorrência de DST (5,2%) entre os pesquisados. Clamídia foi a doença com maior prevalência (3,4%), seguida da sífilis (1,9%) e gonorréia e hepatite B, ambas com mesmo percentual (0,9%). Como o exame de HPV exige coleta de material em ambulatório, não houve investigação dessa doença no grupo, pois eles foram abordados no ambiente de trabalho.
A grande maioria desses homens (95%) disse fazer sexo apenas com mulheres e 1,5%, com homens. Do total, 27,8% tiveram entre duas e quatro parceiras no último ano; e 7,2%, entre cinco e dez parceiras. O coito anal é praticado por 29% deles com suas parceiras.
HOMENS E MULHERES EM ATENDIMENTO
HPV, gonorréia e clamídia são as infecções mais prevalentes nesse grupo
Entre as pessoas que procuraram atendimento em serviços de saúde especializados em DST, 51% tinham alguma infecção. O HPV foi a doença de maior prevalência (32,6%), seguida de gonorréia (18,5%) e clamídia (13,1%).
A prevalência de HPV afeta principalmente adolescentes e jovens adultos, sugerindo que a infecção se dá no início da vida sexual. Em 70% dos casos, a infecção ocorreu na faixa etária inferior a 15 anos. Estudos anteriores, realizados em várias cidades brasileiras, desde os anos 90 até 2005, apontam uma grande variação entre os resultados, com prevalências que vão de 11,5% (Nova Iguaçu/Duque de Caxias, 2004) a 84% (São Paulo, 1994). Tais variações podem refletir diferenças amostrais e metodológicas nas pesquisas.
Se não for diagnosticado e tratado precocemente, o HPV pode causar alterações celulares no colo de útero que podem evoluir para o câncer. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), essa é a terceira neoplasia maligna mais comum em mulheres. Como causa de morte, por câncer no sexo feminino, figura em quarto lugar; no Norte e Nordeste, está em primeiro.
Para o médico ginecologista Valdir Pinto, esses números ressaltam a importância de as mulheres fazerem o exame de papanicolau todos os anos. “O risco de uma mulher que tem acompanhamento médico desenvolver câncer de colo de útero é mínimo”, afirma. As lesões – conforme ele explica – demoram anos para evoluir para o câncer. “Com isso, é possível tratá-las no início e evitar que se transformem numa doença mais grave”.
Nesse grupo, 32,3% das pessoas apresentaram clamídia e gonorréia ao mesmo tempo. Nas mulheres, estes são os principais microorganismos associados à doença inflamatória pélvica (DIP), que causa seqüelas responsáveis por complicações como gravidez fora do útero e infertilidade. O Center for Diseases Control, dos Estados Unidos, estima que aproximadamente 40% das mulheres com essas infecções não tratadas apresentarão DIP.
Outros dados:
Comportamento sexual dos homens:
15% fazem sexo com outros homens;
45% tiveram entre duas e cinco parceiras ou parceiros no ano anterior;
35% afirmaram sempre usar preservativo com parceiros e parceiras eventuais;
49,1% praticam coito anal.
Comportamento sexual das mulheres:
58,8% das mulheres tiveram apenas um parceiro;
28,5% tiveram entre dois e cinco parceiros no ano anterior;
47,3% disseram usar sempre camisinha com parceiros eventuais;
31,8% praticam coito anal.
16.09.2008
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